Cenário e oportunidades na construção civil
Estudo prevê crescimento médio de 4% ao ano no setor

Os fundamentos da economia mostram que, numa perspectiva conservadora, é possível sustentar uma taxa média de crescimento de 4% ao ano entre 2007 e 2030, conforme projeções de cenários da Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Daqui a duas décadas, o país terá um contingente de mais de 230 milhões de pessoas e cerca de 95 milhões de famílias. Nesse percurso, 37 milhões de moradias serão construídas em todo o país, em uma média de 1,6 milhões por ano.

Isso implica um vasto horizonte de negócios. Ao atender essa demanda, o faturamento
das construtoras, por exemplo, saltará de R$ 53,5 bilhões, em 2007, para R$ 129,6 bilhões, em 2030. Em razão da expansão habitacional, as vendas das indústrias de materiais de construção devem crescer 4,8% ao ano em média no período considerado.

O crescimento da classe média implicará em um perfil de demanda progressivamente qualificado, como reflexo dos progressos significativos da renda e do desenvolvimento humano. Sendo assim, a cadeia produtiva da indústria da construção tem um papel central em tal dinâmica, sendo ao mesmo tempo, promotora da renda, do emprego, do investimento e da qualidade de vida.

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Publicado em 14/10/2011
Bons Serviços De Construção
Construir ou remodelar a nossa casa é um marco importante na nossa vida pessoal e… financeira. De fato, um momento tão decisivo pode revelar-se um autêntico pesadelo se tiver o azar de contratar um profissional da construção que simplesmente não o seja. O problema é bem mais frequente do que se julga, pois muitas pessoas preferem economizar no orçamento e prescindir de profissionais como engenheiros civis, por exemplo. O resultado pode ser bom, mas também se pode revelar desastroso. Todavia, os riscos podem ser calculados.

Para cumprir este desígnio, mantenha-se atento durante todas as fases do processo. Assim, o contrato inicial da prestação do serviço (ou empreitada) deve ser firmado em papel e assinado por ambas as partes (empreiteiro e consumidor). Este contrato deve prever detalhes como o início e o fim da obra, os materiais a serem utilizados, o valor total da obra e a descrição das fases da mesma. Só assim se poderá proceder a uma reclamação junto das entidades competentes e fazer valer os seus direitos. Em última análise, e em caso de obra defeituosa, desvirtuada ou incompleta, poder-se-á exigir ao construtor a reparação ou continuação da obra com um desconto no valor da empreitada pelos danos infligidos, por exemplo. Evite, portanto, e sempre que possível, contratos verbais, porque um pedreiro menos consciencioso pode, de um momento para o outro, debandar para outra obra e deixar a sua a meio.

Outro conselho útil para que tudo corra sobre rodas na construção ou remodelação da sua casa é concluir o pagamento da fatura apenas no final da obra, por motivos óbvios. A forma de pagamento deve também estar incluída no contrato escrito e, em obras pequenas, pode simplesmente pagar-se 50% na adjudicação da empreitada e os restantes 50% na conclusão da obra. O consumidor não deve sentir-se intimidado se, porventura, o resultado não corresponder àquilo que fora solicitado: deverá exigir a reposição de peças danificadas ou a reconstrução de parcelas erradamente edificadas.

Finalmente, deverá procurar boas referências sobre o profissional que pretender contratar, junto de familiares e amigos, mas também em fóruns na internet. Apesar de este requisito não ser, por si só, suficiente, permite eliminar alguns (maus) profissionais do seu leque de escolhas. E um construtor que se preze, deseja, certamente, possuir boas referências, de maneira a manter o seu negócio.

Por isso, antes de se decidir, faça um bom trabalho de casa, pesquise, informe-se e… mãos à obra!

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Publicado em 14/10/2011
Telhados de cerâmica vermelha absorvem calor, diz estudo
Segundo um estudo realizado pelo laboratório americano Lawrence Berkley National, telhados brancos refletem 90% dos raios solares. Já os tradicionais telhados de cerâmica vermelha, muito utilizados na construção de residências brasileiras, fazem o processo contrário e absorvem 80% do calor externo. Os pesquisadores responsáveis pelo estudo dizem que os telhados brancos podem contribuir no combate ao aquecimento global já que contribuem para a diminuição das ilhas de calor em grandes conglomerados urbanos.

Tramita pela Câmara Municipal de São Paulo um projeto de lei que obriga a pintura da cor branca em todos os telhados da cidade ou, então, a troca de telhas de cerâmica vermelha pelas de cor branca.

O lado ruim

Pense em pintar uma cidade com mais de 11 milhões de habitantes. Para construtoras, um dos entraves para troca de cor dos telhados gira em torno de questões históricas e culturais. Outro problema apontado diz respeito a poluição. Para pintar todas as telhas seria necessário, primeiro, lixá-las para, posteriormente, aplicar a pintura com a cor branca. Esse processo geraria muita poeira no ar poluído da cidade.

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Publicado em 14/10/2011
Fachadas expostas à chuva de vento
As paredes ou empenas dos edifícios, expostas a constantes chuvas de vento, como ocorre no Rio de Janeiro com as paredes orientadas para Sul e Sudoeste, necessitam de cuidados especiais.

A chuva de vento penetra pelas frestas e desgasta os tratamentos superficiais; por esta razão a incidência de paredes úmidas com infiltrações mais severas é freqüente. As conseqüências são a formação de mofo, apodrecimento de armários embutidos, estragos em quadros de pintura, etc. Se os problemas forem previstos nos memoriais descritivos é possível eliminá-los pela raiz.

A água penetra pelas paredes por trincas e fissuras, ou por absorção capilar, se a pintura ou o revestimento forem porosos. A diferença fundamental entre uma impermeabilização e uma pintura reside na impermeabilidade ao vapor d'água, da primeira, e á capacidade de respirar, da segunda.

A pintura permeável ao vapor d'água não significa que seja também permeável á água - uma boa pintura é impermeável á passagem da água. Para que uma parede de alvenaria se torne estanque, deve satisfazer ás seguintes condições:

• Ser emboçada com uma argamassa que não fissure e que não seja muito higroscópica;
• Receber a aplicação de um selador antes da pintura;
• Ser pintada com uma tinta impermeável de longa duração. A película da tinta deve possuir adequada espessura para satisfazer aquela condição;

Faz- se necessário alertar a todos para a força que acontece nos capilares, que é a força de sucção, que causa o aparecimento da água nas superfícies internas das paredes expostas aos ventos fortes que exercem força horizontal e de baixo para cima, trazendo, conseqüentemente, graves problemas nas paredes das edificações. Lembrar que a água penetra sempre nos poros, nas fissuras, nas saliências e prossegue, por capilaridade o seu caminho. Solicite caso necessário as pressões hidrostáticas exercidas pela velocidade dos ventos.


Argamassas

Conforme a Norma NBR -7200 da ABNT, uma argamassa para revestimento "não deve conter" elementos orgânicos. Isto quer dizer que não deve conter nem saibro nem terra de emboço (terra preta) A norma indica a cal como ligante, mas a experiência dos autores ensinou-lhes que a cal oferece perigo para a pintura. Recomendamos que a argamassa seja preparada com emprego de um ADITIVO que reduza a relação A/C e que seja plastificante, coesivo e aerante, incorporando alvéolos de ar. Esses tem a propriedade de interromper a penetração da água, tornando a argamassa mais estanque do que uma argamassa sem aditivos. A massa com aditivos não se desidrata e não contrai durante a cura e assim não apresentará fissuras.

Em superfícies sujeitas a chuva e ventos, sugerimos como acabamento antes do isolamento e pintura, á aplicação de revestimento impermeabilizante flexível. Estes revestimentos formam uma camada 100% flexível, resistente a qualquer movimentação da superfície tratada. Por serem flexíveis, não sofrem fissuras ou trincas como os revestimentos SEMI-FLEXIVEIS.

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Publicado em 04/10/2011
Duas normas de tintas para edificações não industriais entram em vigor
Revisões alteraram questões referentes às terminologias utilizadas e à aplicação do produto

Neste mês entram em vigor as revisões de duas normas referentes ao uso de tintas na construção civil. A NBR 12554:2011, que passa a valer no dia 4, é referente à terminologia para tintas para edificações não industriais, definindo os termos aplicáveis a tintas.

Já a NBR 13245:2011, em vigor a partir do dia 17, fornece as diretrizes para a execução de pinturas em edificações não industriais, aplicadas aos diversos substratos, indicando os sistemas de pintura adequados.

De acordo com Gisele Bonfim, gerente técnica e de meio-ambiente da Associação Brasileira dos Fabricantes de Tintas (Abrafati), a NBR 12554 foi avaliada item a item para que as terminologias utilizadas fossem atualizadas, já que a norma era de 1992 e as terminologias foram embasadas no que existia na época.

Já na NBR 13245, foi retirado um anexo que tratava do modo de aplicação de cada material, ficando recomendado agora que o trabalhador siga as recomendações do fabricante para o produto. Segundo Gisele, "se o trabalhador já está utilizando os materiais corretos, já preparou a superfície e a tinta é boa, não há necessidade de ficar especificando cada aplicação na norma. Basta seguir a recomendação do fabricante".

As normas podem ser adquiridas por meio do site da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas).


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Publicado em 04/10/2011
Dicas para reformar fachadas

A fachada é a cara da nossa casa, é o que causa primeira impressão seja para nossas visitas ou mesmo para um futuro comprador ou locatário no caso de uma negociação. Por isso, é preciso deixá-la sempre em dia: pintura, tanto das paredes quanto das portas de janelas, se for o caso. As flores e o gramado em ordem, varanda convidativa e garagem segura.

Mas, antes de mudar é indispensável a consulta de um profissional para que ele lhe passe as devidas orientações, para que você não perca nem dinheiro ou espaço com projetos que não valorizam o imóvel.
Muitas vezes, uma simples pintura já fará toda a diferença. O uso de plantas em janelas ou canteiros também alegra e harmoniza. O uso de vidros e madeiras, seja em janelas amplas ou em belas esquadrias também garantem beleza ao local.

Abuse do verde! Muitas flores, um bonito gramado, palmeiras e trepadeiras garantem um visual belíssimo em qualquer fachada, mas, atenção aos exageros ou colocá-los em lugares que não valorizam sua casa. Vasos de plantas também são bem-vindos e em caso de dúvida, consulte sempre um profissional.

A escolha das cores também é importante! Apesar de muito pessoal, a cor deve transmitir aconchego. Quanto aos muros, prefira os mais simples, motivos geométricos enjoam mais rápido. O mesmo vale para os portões: muito grandes e ostensivos, roubam toda a cena da fachada.

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Publicado em 04/10/2011
Conama passa a considerar o gesso como material reciclável
Agora, resíduo é classe B segundo a Resolução 307

Uma Resolução publicada no dia 25 de maio alterou a classificação de resíduos da construção civil determinada pela Resolução n° 307 do Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama). Com o novo texto, as sobras de gesso passaram a ser consideradas recicláveis e, portanto, reclassificadas como classe B. Antes, a norma considerava o material como de Classe C, o que significa que não havia tecnologias ou aplicações economicamente viáveis que permitiam sua reciclagem ou recuperação.

A mudança na norma é resultado de uma iniciativa da Associação Brasileira dos Fabricantes de Chapas para Drywall, que apresentou estudos comprovando a possibilidade de reaproveitamento dos resíduos gerados no setor.

Atualmente, o gesso pode ter três destinos: a utilização como ingrediente na produção de cimento, no qual atua como um retardador de pega; o reaproveitamento nas fábricas de gesso ou transformação em gesso agrícola, atuando como corretivo do solo e fonte de enxofre.


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Publicado em 28/09/2011
Aglomerantes Hidráulicos
Aglomerantes são os materiais ligantes, em geral pulverulentos, que servem para solidarizar os grãos de agregados inertes. São utilizados na obtenção das argamassas e concretos, na forma da própria pasta e também na confecção de natas.

Os aglomerantes hidráulicos são aqueles que endurecem pela ação exclusiva da água, como por exemplo, a cal hidráulica e o cimento Portland, através de um processo chamado hidratação.

O calcário quando contém uma certa quantidade de argila antes de ser aquecido produz cal hidráulica. Este material produz uma resistência intermediária entre a cal e o cimento. É considerado um aglomerante hidráulico, ou seja endurece pela ação da água, e foi muito utilizado nas construções mais antigas, sendo posteriormente, substituído pelo cimento Portland. A cal pode ser utilizada como único aglomerante em argamassas para assentamento de tijolos ou revestimento de alvenarias ou em misturas para a obtenção de blocos de solo/cal, blocos sílico/calcário e cimentos alternativos.

O cimento é um dos materiais de construção mais utilizados na construção civil, por conta da sua larga utilização em diversas fases da construção. O cimento pertence a classe dos materiais classificados como aglomerantes hidráulicos, esse tipo de material em contato com a água entra em processo físico-químico, tornando-se um elemento sólido com grande resistência a compressão e resistente a água e a sulfatos.

Os silicatos de cálcio são os principais constituintes do cimento Portland, as matérias primas para a fabricação devem possuir cálcio e sílica em proporções adequadas de dosagem.

Os materiais que possuem carbonato de cálcio são encontrados naturalmente em pedra calcária, giz, mármore e conchas do mar, a argila e a dolomita são as principais impurezas.

A ASTM C 150¹ define o cimento Portland como um aglomerante hidráulico produzido pala moagem do clínquer, que consiste essencialmente de silicatos de cálcio hidráulicos, usualmente com uma ou mais formas de sulfato de cálcio como um produto de adição. O clínquer possui um diâmetro médio entre 5 a 25 mm.

Com o passar do tempo as propriedades físico-químicos do cimento portland tem evoluído constantemente, inclusiva com o emprego de aditivos que melhoram as características do cimento.

Processo produtivo do cimento Portland

O processo produtivo do cimento portland se divide na produção do clínquer portland e na produção de pozolana (argila ativada). As etapas do processo de produção do clínquer portland são:

- O calcário é extraído, britado e secado até uma umidade residual máxima de 2%
- São adicionados ao calcário areia e materiais inertes como, por exemplo, carepa de laminação, esses materiais são analisados quimicamente, essa mistura proporcional é moída e se obtém a "farinha"
- A farinha passa por um processo de homogeneização com ar comprimido e logo em seguida é estocado em silos
- A farinha homogeneizada é colocada em um forno rotativo a uma temperatura aproximada de 1.450ºC, obtendo no final o clínquer portland

A produção da pozolana se divide em colocar a argila in natura no forno rotativo a uma temperatura de 750ºC, obtendo no final a argila calcinada (pozolana), transcorrido todo esse processo o clínquer a pozolana mais gesso são moídos em proporções adequadas de dosagem de material, obtendo no final o cimento portland.

O cimento portland Pozolânico é um aglomerante hidráulico, obtido da mistura homogênea e proporcional do clínquer portland e materiais pozolânicos moídos em conjunto ou em separado. Durante o processo de mistura é permitido adicionar formas de sulfato de cálcio e materiais carbonáticos nos teores indicados pela norma NBR 5736.

O cimento portland composto com filler é um aglomerante hidráulico, obtido pela moagem do clínquer portland. Durante o processo de moagem é permitido adicionar formas de sulfato de cálcio nos teores indicados pela norma NBR 11578.

O cimento portland composto com pozolana é um aglomerante hidráulico, obtido pela moagem do clínquer portland mais a adição de formas de sulfato de cálcio. Durante o processo de moagem é permitido adicionar materiais pozolânicos e carbonáticos nos teores indicados pela norma NBR 11578.

O cimento portland resistente a sulfatos é um aglomerante hidráulico que atente as condições de resistência dos sulfatos, esse tipo de cimento é obtido pela moagem do clínquer portland ao qual se adiciona quantidades proporcionais de formas de sulfato de cálcio. Durante o processo de moagem é permitida a adição de escórias granuladas de alto-forno ou materiais pozolânicos e/ou materiais carbonáticos.


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Publicado em 28/09/2011
A Viabilidade da Mecanização na Construção Civil
Cada serviço possui um custo de mão-de-obra, material e equipamento, tudo isso deve ser agregado ao preço final do produto, o levantamento desses custos deve ser o ponto mais difícil no planejamento de um projeto, por que trabalhamos diretamente com variáveis de custos e principalmente o fator humano que por natureza é bastante complexo, tudo isso dentro de um sistema previamente elaborado para um determinado projeto que deve atingir todos os seus objetivos.

Para a execução de um projeto, são necessários recursos financeiros, recursos humanos, onde deve ser criado um plano de planejamento e gerenciamento da mão-de-obra e recursos de maquinários e equipamentos, onde também deve ser criado um plano de planejamento e gerenciamento.

Muitas obras não possuem esse plano de planejamento e gerenciamento de maquinários e equipamentos, ou seja, não possuem um cronograma de equipamentos incorporado ao projeto e que esteja atualizado constantemente com o cronograma físico da obra, isso porque o processo de execução dos serviços é dinâmico, inter-relacionado, interagente e interdependente.

Para a criação do cronograma de equipamentos, o cronograma físico da obra deve está definido, assim como o método e o processo de execução e o pessoal de operação. São levantadas todas as atividades que irão mobilizar equipamentos e o tempo em que cada tipo de equipamento será utilizado, tudo em função do cronograma físico da obra.

A mecanização tem grande importância financeira na obra por conta da redução da mão-de-obra, do desperdício de materiais e de prazo. As vantagens dessa mecanização aumentam se o investimento e a viabilidade dos equipamentos forem previamente planejados, facilitando a organização dos processos produtivos e o aumento da qualidade dos serviços. Essa mecanização do canteiro reduz custos indiretamente, mas o custo direto dessa mecanização deve ser calculada de forma que se enquadre dentro da margem de custo do serviço e dentro do valor global da obra. É preciso saber quais equipamentos e onde devem ser empregados, para que se tenha uma economia de recursos.

A mecanização não é um processo generalizado, ela depende do tipo de obra, da mão-de-obra empregada e da tecnologia aplicada, quando se tem curtos prazos e um grande volume de serviço, a mecanização é fundamental, em obras pesadas com estradas, pontes, barragens e hidrelétricas é inviável trabalhar com muita mão-de-obra operacional.

Em qualquer tipo de obra é preciso fazer a relação entre a mão-de-obra e o tipo de mecanização mais adequada, em obras de grande porte a mecanização têm um peso maior, mas em obras de edificações com cronogramas apertados e com transporte vertical, a mecanização pode ser usada em paralelo com uma demanda maior de mão-de-obra operacional, nesse tipo de obra é preciso ter um planejamento logístico do canteiro, prever a capacidade técnica do operador e o espaço disponível para a locação ou locomoção de grandes equipamentos, como por exemplo, gruas.

Outra relação que deve ser verificada é relação custo-benefício principalmente para maquinas de transporte, onde seu custo é alto e fixo, independentemente se a obra é de longo ou curto prazo. Quanto maior o porte da obra a possibilidade de uso intenso do equipamento aumenta, além disso, é preciso que se elabore um cronograma de atividades para esse equipamento de transporte, evitando que ele se torne ocioso e improdutivo.

Fatores que determinam o uso de um equipamento de transporte:

- viabilidade técnica e econômica;
- treinamento operacional;
- o tipo e o espaço físico da obra;
- o cronograma;
- o processo executivo;
- a segurança;
- capacidade e o espaço para locomoção;

Esses fatores determinam também o conjunto de sistema de transportes a ser implantado e os critérios de custo, segurança e qualidade.

Definido o tipo de sistema de transportes para obras de edificação, onde o principal transporte é o vertical, o seu investimento é diluído de acordo com o volume de obras que a empresa tenha no momento, amortizando o os gastos iniciais.

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Publicado em 28/09/2011
Dicas de construção - Projeto
De posse do terreno, e legalmente registrado, é hora de pensar no projeto.

É hora de por no papel os seus planos, mas... Por onde começar?

Será econômico gastar dinheiro com Arquitetos e Engenheiros se é tão fácil traçar as paredes num papel e dar para um empreiteiro construir? Nem pense nisso! Como diz a sabedoria popular “o barato sai caro”, e em construção esse ditado se aplica literalmente.

Fazer economia no projeto é a maior ingenuidade que você poderia cometer.

O preço do projeto representa, aproximadamente, 5% do custo total da obra. Construir sem projeto pode significar ter que demolir e reconstruir algumas partes da casa ou refazer alguns serviços podendo chegar a prejuízos de cifras totalmente imprevisíveis, além da perda da qualidade da sua construção. Resultado: custos altos, tempo perdido, aborrecimentos, etc.

O Projeto de Arquitetura Quando se fala no projeto da casa ou do prédio, na verdade está-se falando num conjunto de projetos que incluem o Projeto Arquitetônico, o Projeto Estrutural, o Projeto Elétrico, o Projeto Hidrosanitário, o Projeto de Telefonia, de Ar condicionado, e outros que devam complementar esse conjunto em função do que se deseja construir.

Nos casos comuns de residências e pequenas construções residenciais e comerciais os cinco primeiros projetos, acima relacionados, atendem perfeitamente.

O primeiro projeto, que vai servir de base para a feitura dos demais, é o Projeto Arquitetônico. Normalmente elaborado por um arquiteto, o Projeto de Arquitetura é a materialização de uma idéia, aliada a aspectos técnicos tais como funcionalidade, conforto, estética, salubridade e segurança, além de outros aspectos legais. É a interface entre a idéia e a realidade do que se deseja construir. Nele estão representados os cômodos com suas divisões, dimensões e áreas, as peças sanitárias dos banheiros e áreas de serviço, a disposição do mobiliário, tudo isso em planta (horizontal) e em cortes (vertical). Inclui-se também nesse projeto a locação do terreno, o detalhamento do telhado e as fachadas.

O Projeto Arquitetônico deve ser aprovado no órgão competente da Prefeitura Municipal, podendo o custo dessa aprovação estar ou não incluído nos serviços do arquiteto, devendo ser combinado antes.

PROJETOS COMPLEMENTARES

Aprovado o Projeto de Arquitetura passa-se à feitura dos demais projetos complementares, que devem ser elaborados por engenheiros civis e eletricistas. Estes deverão, ainda, atender rigorosamente ao Projeto Arquitetônico em todos os seus detalhes e especificações. O Projeto Estrutural, também chamado de Cálculo Estrutural é o dimensionamento das estruturas, geralmente de concreto armado, que vão sustentar a edificação, transmitindo as suas cargas ao terreno. Elaborado por um engenheiro civil, esse projeto é de fundamental importância, pois é o responsável pela segurança do prédio contra rachaduras (trincas) e desabamentos. Uma estrutura com lajes, vigas, pilares e fundações superdimensionados representa custos altos e não significa obrigatoriamente segurança. É preciso que haja um perfeito equilíbrio entre o concreto e o aço dentro dos elementos estruturais para que as peças sejam consideradas seguras e, conseqüentemente, toda a obra.

Uma estrutura mal dimensionada pode, até, não cair, mas trazer problemas como trincas que são, na maioria das vezes, de solução muito difícil e cara. Para elaboração do Projeto Estrutural será necessário, além do Projeto Arquitetônico, o Laudo de Sondagem. Esse documento, detalhadamente confeccionado por empresas especialistas em sondagens, apresenta o perfil do solo abaixo do nível zero, ou seja, com todos os tipos de camadas de solos e suas respectivas resistências à compressão. Este laudo é necessário para o dimensionamento adequado das fundações. Sem ele o engenheiro projetista de estruturas deverá prever, por medida de segurança, resistências do solo inferiores, aumentando conseqüentemente as bases das fundações.

Em construções de mais de dois pavimentos o Laudo de Sondagem é indispensável. O Projeto de Instalações Elétricas deve ser elaborado por um engenheiro eletricista e vem a ser o dimensionamento das cargas elétricas, fios, eletrodutos, disjuntores e vários outros elementos com seus respectivos detalhamentos. É um projeto muito importante, pois uma instalação mal dimensionada e mal executada, apesar do emprego de material de 1ª qualidade, pode acabar gerando grandes despesas futuras e até acidentes de grandes proporções como incêndios.

O Projeto de Instalações Hidrosanitárias pode ser feito por um engenheiro civil ou por um arquiteto e é o responsável pelo bom dimensionamento das tubulações de águas e esgotos sanitários e pluviais. Promove economia, conforto e higiene. Casos comuns de pouca pressão de água em chuveiros e mal cheiro em ralos são oriundos da falta de um bom Projeto Hidrosanitário.

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Publicado em 21/09/2011
Repintura sem sustos
Mudar a cor da parede é quase obrigatório quando a ideia é renovar um ambiente. Mas, nem sempre o resultado é aquele que se espera. Algumas dicas simples podem evitar surpresas desagradáveis e garantir uma superfície bem acabada.

Limpar e lixar a parede que vai receber a nova pintura é a primeira providência. Mas, é no momento de decidir com qual cor pintar que os procedimentos podem variar.

Se a superfície for neutra, de cor clara, não há mistério. Basta ter uma tinta que atenda aos padrões mínimos de qualidade e conformidade, lixa, um rolo de pintura, pincel, bandeja, fita crepe e bastante jornal ou lona plástica. Mas, se a repintura tiver que ser feita sobre uma cor mais escura, ou a tinta escolhida para a nova pintura também é de cor escura, existem alguns segredos que vão evitar surpresas desagradáveis.

Por exemplo, se a parede está pintada de vermelho e a intenção é pintá-la de amarelo, ao invés de passar uma infinidade de demãos de tinta amarela, o mais indicado é lixar a parede vermelha, remover todo o pó e passar uma ou duas demãos de tinta branca fosca para neutralizar o vermelho e só depois aplicar a tinta amarela.

Lembrando que deve-se respeitar o intervalo de secagem entre demãos. "Como a tinta branca tem mais cobertura que as coloridas, ela prepara a parede para receber a outra cor com que se deseja fazer a repintura", explica William Hamam, da Tintas Futura.

Hamam também alerta para o tipo de parede a ser pintada. Se interna ou externa, se porosa ou lisa, enfim, variáveis que vão determinar qual o material e procedimento adequados para cada situação.

Por isso, se você está pensando em mudar a cor do seu imóvel, acompanhe essas dicas que vão ajudar qualquer pessoa a ter o conhecimento básico para realizar a repintura de um ambiente:

* A superfície que irá ser pintada deve estar limpa, sem problemas de superfície (ex. umidade, mofo, descascando, bolhas, etc.) e seca. Se estiver engordurada é necessário lavar com detergente neutro e enxaguar bem. Se houver partes mal aderidas, devem ser raspadas ou escovadas;

* Eliminar pequenas imperfeições com massa corrida em superfícies internas e com massa acrílica nas áreas externas ou internas que ficam em contato com água ou vapor. Após a secagem, deve-se lixar e remover o pó;

* Se a parede estiver em mau estado, será preciso remover a pintura anterior e aplicar uma demão de fundo preparador de paredes seguindo as instruções de diluição da embalagem do produto. O fundo preparador é indicado sempre para a repintura em paredes descascadas, pintadas com cal, que estejam esfarelando, ou até mesmo em caso de pintura sobre gesso novo.

* Se a tinta que se deseja cobrir for brilhante (esmalte, óleo, semibrilho ou acetinado), será necessário lixar até a perda do brilho.

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Publicado em 21/09/2011
São Paulo tem de decidir entre obrigatoriedade por telhado branco ou "verde"
Dois Projetos de Lei, cada um sobre um tipo de cobertura, tramitam simultaneamente na Câmara Municipal com o objetivo de melhorar o conforto ambiental dos imóveis

A Câmara Municipal de São Paulo discute atualmente dois Projetos de Lei referentes às coberturas dos imóveis da cidade. Um deles, o PL 615/09, de autoria do vereador Antônio Goulart (PMDB), prevê que todos os imóveis da cidade sejam pintados na cor branca, enquanto o outro, o PL 115/09, proposto pela vereadora Sandra Tadeu (DEM), prevê que novos condomínios edificados com mais de três unidades contem com "telhado verde". Os dois PLs já foram aprovados em primeira fase pela Câmara, mas ainda não há estimativa para as votações em definitivo.

O objetivo dos projetos é o mesmo: diminuir as ilhas de calor na capital paulista. O telhado branco contribui para essa redução, pois tem como uma das características a capacidade de refletir os raios solares, enquanto telhados escuros absorvem esses raios, aumentando as ilhas de calor. Já a camada de terra dos "telhados verdes", por sua vez, promove o aumento da inércia térmica da cobertura, de modo que sua temperatura não mude tão rapidamente.

Apesar dos dois sistemas apresentarem características para melhorar o conforto térmico do ambiente, o setor apresenta opiniões diferentes sobre o tipo de cobertura mais adequada. O Conselho Brasileiro de Construção Sustentável (CBCS) divulgou recentemente uma nota afirmando que "a utilização da cor branca ou clara de forma generalizada pode trazer problemas funcionais para o ambiente construído, pois a excessiva reflexão de luz pode causar ofuscamento e desconforto visual para ocupantes de edifícios vizinhos".

O Sindicato da Habitação (Secovi-SP) também divulgou notícia convergente à posição do CBCS em seu site : "Além de desnecessária, a especificação de qualquer cor ignora necessidades estéticas, culturais e de funcionalidade, podendo descaracterizar conjuntos históricos".
Já o Green Building Council Brasil (GBC Brasil), por meio da campanha "One Degree Less", defende que se os raios forem refletidos, além da diminuição do número de ilhas de calor, há também a redução da utilização de ar-condicionado, diminuindo a emissão de gás carbônico. O conselho cita inclusive um estudo realizado pelo Laboratório Nacional Lawrence Berkeley, na Califórnia, que mostrou que coberturas escuras absorvem 80% do calor e as claras refletem até 90% da luz solar.

Segundo a pesquisadora Maria Akutsu, responsável pelo Laboratório de Higrotermia e Iluminação do IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo) o problema está na obrigatoriedade do uso de um dos sistemas, se um dos projetos for aprovado, já que a aplicação de quaisquer soluções dependem de vários fatores, que podem não ser necessariamente adequados para todos os casos. O arquiteto Lourenço Gimenes, do escritório FGMF, compartilha da mesma opinião: "A aplicação desses dois tipos de telhados deve ser estudada caso a caso. Se você tiver uma cobertura que é ocupada pela caixa do elevador, pela caixa d'água e por painéis solares, você vai pintar o quê de branco? Ou vai colocar um pequeno espaço com vegetação?".

Gimenes ainda defende que a cobertura não é o único fator a provocar um impacto térmico no edifício. "As fachadas norte, leste e oeste recebem calor praticamente o dia todo, mas é dada pouca atenção para elas, que têm um impacto muito maior no conforto térmico", diz o arquiteto.

Entre as duas opções de cobertura, a pesquisadora do IPT ainda defende o telhado verde que, segundo ela, traz vantagens como a melhoria da qualidade do ar e a maior retenção de água da chuva. Caso o PL favorável às coberturas brancas seja aprovado, ela observa alguns fatores que merecem atenção: "deve-se primeiro haver cuidado com a qualidade da tinta, para que não crie fungos. Além disso, uma telha cerâmica, ao ser pintada, por exemplo, pode perder algumas de características, como a porosidade", finaliza.

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Publicado em 21/09/2011
Tintas a base d'água estão alinhadas com conceitos da sustentabilidade
Embora ainda não exista no Brasil uma lei que limite as emissões de VOC, os fabricantes de tintas assumem o compromisso em aderir tecnologias sustentáveis que possibilitam o bem-estar das pessoas e do meio ambiente.

A preocupação em reduzir a emissão de matérias voláteis (solventes) na atmosfera está levando os fabricantes de tintas a migrarem cada vez mais para as tecnologias aquosas. As tintas formuladas à base de água fazem parte de uma realidade mundial e estão inseridas na prática de empresas que compartilham a cultura da sustentabilidade e melhoria na qualidade de vida das pessoas.

Quantidades excessivas de VOC (Compostos Voláteis Orgânicos) emitidas na atmosfera apresentam dados alarmantes sobre o futuro climático do planeta e os riscos à saúde humana. Por isso, a fabricação de tintas com baixo teor de VOC, que é o caso das tintas base água, é uma tendência irreversível.

Tecnicamente, a parte volátil das tintas aquosas é constituída por 98% de água e 2% de Compostos Orgânicos (valores médios). Com isso, estas tintas se caracterizam pelo odor bastante reduzido e prometem elevado poder de cobertura e excelente acabamento. Além disso, oferecem bem-estar para o usuário durante a aplicação e facilidade para limpar rolos, trinchas e pincéis após o uso do produto.

Hoje, as tintas que contemplam a tecnologia aquosa não são apenas as indicadas para uso em paredes. Apesar do setor de tintas imobiliárias representar o maior segmento com produtos baseados em sistemas base água, eles também estão conquistando o segmento de repintura automotiva.

As tecnologias utilizadas são bem avançadas e oferecem aos reparadores ganhos de produtividade e preservação da saúde. Dependendo da estrutura da oficina, a migração para o sistema base água é fácil e rápido.

Isto mostra que, embora ainda não exista no Brasil uma lei que limite as emissões de VOC, a legislação ambiental direciona a indústria a adotar as melhores tecnologias disponíveis. Porém, sabe-se que o País caminha para uma autorregulamentação de VOC a partir de normas internacionais, como as implantadas nos Estados Unidos e na Europa, que proíbem o uso de tintas com grandes quantidades de solventes. E os fabricantes, como empresas globalizadas, adotaram estas linhas por aqui procurando atender a legislação destes países, antecipando-se às exigências futuras.

Hoje, companhias que se dedicam a causas socioambientais são cada dia mais admiradas e é inegável a contribuição da indústria química para a preservação do meio ambiente, em especial por lembrarmos que ela está presente no dia a dia de toda sociedade.

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Publicado em 12/09/2011
Fachadas: causas comuns de ruína
As razões mais comuns da aplicação de pinturas em fachadas são a estética, impermeabilidade e a lavabilidade.

O fato é que toda e qualquer parede, seja de fachada ou não, fica sujeita à impiedade do tempo, mesmo aquelas concebidas de forma inteligente para suportar esta inclemência. O estudo da durabilidade de uma pintura requer o conhecimento das causas mais freqüentes do estado de ruína nestes substratos.

Todas as paredes contêm sais solúveis em água, como sulfatos de cálcio e de magnésio. A penetração de umidade de mesmo a água da chuva, através do filme de pintura, promoverá o contato com estes sais, dissolvendo-os e formando uma camada instável de material pulverulento ou em forma de farinha, chamado eflorescências, sob a película, tornando-a susceptível de descolorações, degradação ou mesmo descolamento.

Toda e qualquer especificação deverá levar em conta a possível presença e remoção destes sais antes da pintura, sem que todo o revestimento estará comprometido.

Ao contrário do que se possa imaginar, é comum surgirem eflorescências em superfícies novas. Em nenhuma hipótese, caso se constate, dever-se-á pintá-las com tintas látex e muito menos lavá-las com hidrojateamento, já que esta medida ativará os sais nas superfícies das paredes, piorando o problema.

Após resolver os problemas de fácil acesso ao interior da parede e permitir que ela segue adequadamente, aplique primeiramente e obrigatoriamente um primer alquídico, de modo a modificar e condicionar as superfícies, isolando a condição de alcalina. A seguir aplique uma boa tinta.


Outras condições atmosféricas

Dever-se-á considerar sempre que qualquer tipo de parede, revestida ou não, ou mesmo as de concreto aparente, sofrem tensões internas provenientes da ação do aglomerante hidráulico utilizado. Todos sabemos que este aglomerante hidráulico promove altas resistências à compressão mas, quase sempre, ignoramos que também oferecem baixas resistências à tração. Os níveis de tensão interna existentes nas paredes variam enormemente, de acordo com a qualidade e quantidade dos materiais utilizados e, principalmente, de acordo com os valores externos de temperatura e umidade.

É perfeitamente sabido também que estas tensões promovem fissuras e trincas nas superfícies das paredes, encorajando a penetração d'água e umidade, que destruirá o paramento, pela formação de eflorescências ou mesmo ao inchamento do emboço. Nas paredes de concreto aparente, a existência de fissuras promoverá a penetração de oxigênio, água e agentes químicos perniciosos que desenvolverão células eletroquímicas de corrosão nas armaduras. Um outro problema muito comum que ataca estas superfícies, quase sempre ignorado, é a carbonização do concreto, que também conduz ao desenvolvimento de células de corrosão nas armaduras.

Nossas condições atmosféricas, com extremos freqüentes, é por demais adversa, conduzindo os revestimentos à formação de fissuras e trincas, que abrem e fecham, de acordo com a grandeza dos diferenciais de temperatura e umidade impostos. Como já afirmamos, as tintas 100% acrílicas formam filmes rígidos, que não suportam estas condições. O resultado é a quebra da película com a abertura de trincas ou fissuras, abrindo-se uma porta à penetração da intempérie.

Tintas

A grande quantidade de tintas disponíveis no mercado torna necessário uma investigação de suas qualidades e propriedades. A escolha final será norteada pelo conhecimento dos locais a serem pintados e suas necessidades. Normalmente, dever-se-á especificar um protetor penetrante (PP) para isolar o ambiente alcalino ao mesmo tempo em que promoverá a ancoragem necessária estabilidade da película de acabamento. O acabamento tradicionalmente, é feito com 2 demãos de tinta 100% acrílica de alta qualidade, próprio para paredes externas. Como o tempo é o melhor testemunho da qualidade e da durabilidade de uma tinta. A especificação sugerida acima, efetivamente, não tem dado bons resultados, para superfícies problemáticas ou muito expostas, já que formam filmes extremamente finos e vulneráveis à ação da abertura de trincas/fissuras, permitindo a penetração da chuva, gases, como o dióxido de carbono e sal da maresia, sob a película, afetando-a como também o substrato.

Há alguns anos, com o desenvolvimento dos sistemas elastoméricos, mais propriamente os acrílicos e os epóxicos, modificou-se completamente o comportamento da relação película/substrato, obtendo-se um filme espesso, flexível e durável, capaz de cobrir trincas existentes ou as que surgem, impedindo, portanto, a penetração da chuva e da umidade.

É interessante ressaltar que a surgência ou a abertura de fissuras e trincas, posterior à aplicação da tinta elastomérica, fará com que a película estique, protegendo-as. À medida que fecham, motivadas pelo comportamento higrotérmico do tempo, a película retorna à situação original sem qualquer comprometimento de suas características. É preciso identificar bem estes sistemas, formados por resinas acrílicas ou epóxicos de alta qualidade que duram muitos anos, oferecendo, portanto aquela durabilidade desejada, em função do grande investimento feito.

Há também no mercado novas resinas acrílicas, mesmo elastoméricas, com superior resistência a eflorescências, mofo e do envelhecimento. Talvez a mais notável característica seja a qualidade de "respirar", isto é, permitir que a parede libere a umidade ou vapor existente no seu interior, conforme muda a pressão do ar, umidade e temperatura interna/externa.

Uma outra boa característica notável é a resistência ao ambiente alcalino.

Esta nova geração de tintas acrílicas podem ser aplicadas em paredes de fachadas, inclusive de concreto aparente, com pH igual ou superior a 9.

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Publicado em 12/09/2011
Materiais de Construção - Como Comprar?
Comprar material de construção requer alguns cuidados. Sempre que possível, consulte um profissional da área, capaz de orientá-lo. Realize uma pesquisa de preços junto às lojas ou por meio de cadernos especializados de jornais e revistas. Veja abaixo algumas dicas sobre materiais que compõem a estrutura da construção.

Cimento e areia

Verifique o prazo de validade na embalagem do cimento, evitando adquiri-lo com muita antecedência. É comum esse material empedrar ao ficar muito tempo guardado, além de estar sujeito ao comprometimento de sua qualidade, em função de condições desfavoráveis de armazenamento.

A areia pode ser grossa, fina ou misturada e deve ser adquirida de acordo com a necessidade da obra. Pode ser vendida em grandes quantidades, por metro cúbico, ou em pequenas embalagens plásticas. Evite comprar areia quando ela estiver úmida, pois isso pode alterar a sua quantidade. Verifique também se não há terra ou pó de serragem misturados à areia, o que poderá provocar problemas na obra.

Tijolo e bloco

Tijolos e blocos possuem medidas específicas que podem ser obtidas junto ao IPEM (Instituto de Pesos e Medidas).

Material hidráulico

Consulte um encanador para saber quais são os produtos mais adequados para sua casa. Certifique-se de que as conexões adquiridas sejam adequadas às tubulações, para evitar problemas. Atenção para as metragens: algumas lojas fornecem o preço do metro, mas somente comercializam barras inteiras, com 3 ou 5 metros.

Lajes

Verifique se as vigas têm a identificação e as marcas do fabricante para facilitar a montagem. Solicite o manual de instruções e observe se as medidas são adequadas para o tipo de construção.

Dispositivos elétricos: fusíveis, disjuntores, fios, cabos, interruptores, etc.

Saiba que esses materiais devem conter o nome do fabricante bem como a tensão a que se destinam. As partes condutoras de energia elétrica devem ser de cobre ou liga de cobre, não podendo conter material ferroso. A presença de material ferroso no produto pode ser testada através de um imã. Somente os parafusos, rebites, ilhoses, pinos, molas e dispositivos destinados exclusivamente à fixação das partes condutoras ao corpo do produto, ou do condutor ao terminal, podem ser desse material.

Orçamento

Solicite informações referentes a: formas de pagamento, taxas de juros aplicadas, descontos para preço à vista, prazo de entrega, cobrança ou não de frete.

Entrega do material na obra

Confira todo o material, inclusive quantidades e valores. Caso haja irregularidades, não aceite o produto nem assine o recibo. Faça uma observação no verso da nota fiscal. Entre em contato com a loja para resolver a questão. Caso não possa estar no local para receber o produto, oriente o responsável, pedreiro, parente, vizinho, a agir dessa forma. Não solucionando o problema, recorra a um órgão de defesa do consumidor de sua cidade ou encaminhe carta à Fundação Procon-SP.
Seus direitos

De acordo com o Código de Defesa do Consumidor:

• Os produtos devem assegurar informações corretas e precisas sobre suas características, qualidade, quantidade e prazo de validade, bem como sobre os riscos que apresentam à saúde e segurança dos consumidores. A oferta deve assegurar informações claras sobre o valor à vista, total a prazo, número de parcelas, taxa de juros aplicada e demais encargos;

• Se o produto comprado apresentar problemas ou se o conteúdo líquido não estiver de acordo com as indicações constantes da embalagem ou da mensagem publicitária, e isto não for solucionado em até trinta dias, o consumidor poderá exigir a substituição do produto, ou a restituição da quantia paga, ou o abatimento proporcional do preço ou a complementação do peso ou da medida;

• No caso de venda de produtos por telefone, telemarketing, etc., lembre-se de que você pode desistir da compra em um prazo de até sete dias, a contar da data do recebimento do produto.
ATENÇÃO: denuncie estabelecimentos que comercializem produtos em desacordo com as normas técnicas. Exija nota fiscal

O acabamento

O consumidor depara-se com um grande número de opções no mercado destinadas ao acabamento de uma construção. A pesquisa de preços é muito importante e a compra de alguns itens requer cautela.

Pisos e azulejos

Verifique com cuidado a metragem da área onde vão ser aplicados esses produtos. Cheque na embalagem a metragem, o número do lote, a cor e o tamanho, que devem ser os mesmos em todas as caixas. Por precaução, compre sempre um pouco a mais, que servirá de reserva.

Louças e metais

Verifique se na embalagem constam o nome do fabricante, CGC, endereço, bem como as instruções de instalação e uso. Fique atento às medidas dos produtos, que devem ser compatíveis com as da área onde serão instalados.

Tintas

Observe o tipo de tinta mais adequado para o local onde será aplicada e seu prazo de validade. Consulte um profissional da área para orientá-lo sobre a quantidade necessária, evitando o desperdício. Esteja atento ao código da cor e da tonalidade da tinta, caso haja a necessidade de adquiri-la novamente para futuros reparos.

Lâmpadas, lustres e luminárias

As lâmpadas devem conter, no vidro, a indicação da potência, da corrente nominal, além do nome ou logotipo do fabricante.

A voltagem das lâmpadas deve ser compatível com a do local em que serão utilizadas. Cheque com a rede concessionária da região. Lembre-se: as lâmpadas fluorescentes duram mais e economizam energia. São indicadas para áreas de grande circulação, como cozinha, área de serviço, garagem, banheiro, etc.

Produto fora de linha

Produtos como pisos, azulejos e louças sanitárias costumam sair de linha com muita freqüência. Produtos fora de linha representam um risco para o consumidor caso haja a necessidade de reposição do mesmo. Avalie bem a vantagem da compra.

Saiba que...

• Existem órgãos oficiais e entidades credenciadas competentes para expedir normas técnicas e certificar produtos: ABNT, INMETRO, IPT, etc.;

• Os seguintes produtos possuem certificação obrigatória: fusível tipo rolha, cartucho (CONMETRO), fio e cabo isolado até 750V (INMETRO);

• Caso o produto adquirido venha a apresentar um vício oculto, defeito que não pode ser constatado aparentemente ou de imediato, é seu direito reclamar. Nessa situação, o prazo inicia-se a partir da constatação do problema.

Seus direitos

De acordo com o Código de Defesa do Consumidor:

• A embalagem do produto deve conter, de forma clara, correta e em língua portuguesa, as características do produto, o prazo de validade, o nome do fabricante e os cuidados e os possíveis riscos que apresentem a sua saúde e segurança. A oferta deve assegurar informações claras sobre o valor à vista, o total a prazo, o número de parcelas, a taxa de juros aplicada e demais encargos;

• Se o produto comprado apresentar problemas ou se o conteúdo líquido não estiver de acordo com as indicações constantes da embalagem ou da mensagem publicitária, e isto não for solucionado em até trinta dias, o consumidor poderá exigir a substituição do produto, ou a restituição da quantia paga, ou o abatimento proporcional do preço ou a complementação do peso ou da medida;

• No caso de venda de produtos por telefone, telemarketing, etc., lembre-se de que você pode desistir da compra em um prazo de até sete dias, a contar da data do recebimento do produto.

ATENÇÃO: denuncie estabelecimentos que comercializam produtos em desacordo com as normas técnicas. Exija a nota fiscal!

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Publicado em 12/09/2011
Concreto com menos cimento reduz impacto ambiental
"Concreto resistente e barato"

A produção de concreto de alta resistência, com menor impacto ambiental e custo reduzido acaba de ser obtida em uma pesquisa desenvolvida na Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) da USP.

"A pesquisa teve como objetivo buscar tecnologia que possibilitasse um concreto autoadensável, com baixo consumo de cimento Portland, e de alta resistência", conta Tobias Pereira, que desenvolveu o trabalho em conjunto com o professor Jefferson Libório.

Segundo ele, a fórmula - fcm = 65 MPa aos 28 dias - significa que o concreto pudesse, em 28 dias, suportar a compressão de 65 Mpa (megapascal - valor que expressa resistência à compressão) e, por fim, ainda viesse a ter alta durabilidade.

Resistência do concreto

Para a realização desta pesquisa, o engenheiro utilizou modelos teóricos e práticos de distribuição granulométrica dos tamanhos de partículas para a composição do concreto, além de um aditivo superplastificante composto por policarboxílicos, que permite que o concreto se torne mais fluido sem adicionar muita água, e de adições minerais correspondendo a 10% da massa de cimento Portland adicionado.

Em geral, a recomendação de uso de altas quantidades de cimento Portland ocorre devido à necessidade de alta resistência do concreto, por exemplo, em pilares de edifícios altos ou em peças de sustentação em grandes vãos.
Porém, altas quantidades de cimento aumentam o calor de hidratação, ocasionado pela reação química entre o cimento e a água. Este calor, quando liberado,atua aumentando a temperatura do concreto, que se expande e acaba por ter maior propensão a rachar, o que implica na diminuição da resistência mecânica e na possibilidade de penetração de água ou infiltração de umidade do meio ambiente.

Na produção de concreto, 90% do CO2 vem da fabricação do cimento Portland


Redução do impacto ambiental

O maior problema quanto ao uso do cimento Portland em altas porcentagens é que atribui à produção de concreto a característica de vilã ambiental, pois implica na produção de 90% de gás carbônico da indústria de concreto.
O pesquisador explica que, "a intenção era produzir um concreto que utilizasse apenas 350 quilos por metro cúbico (kg/m³) do cimento Portland, bem menos do que os 500 Kg/m³ de um concreto tradicional. Mas os resultados encontrados foram até melhores, porque mais baixos, chegaram a apenas 325 kg/m³."

Esta redução na quantidade de cimento sinaliza a possibilidade da diminuição da produção de cimento e, consequentemente, a diminuição de emissão de gás carbônico e menor impacto ambiental. Além do barateamento da produção de concreto".

Concreto com fibras e lã de rocha

A mais na composição, diferenciando-se de um concreto tradicional, foram utilizadas fibras de poliamida ou lã de rocha.

Os resultados foram melhores do que os esperados, pois "em um concreto tradicional, em caso de incêndios, a água que permeia o concreto se expande em forma de gás e há a possibilidade de explosão.
Porém, havendo a fibra de poliamida, esta derrete formando canalículos que acabam por auxiliar na liberação do vapor, diminuindo a possibilidade de explosão." afirma o pesquisador.

Já ao se adicionar lã de rocha, a surpresa foi ainda maior porque "apesar de não contribuir para diminuir a possibilidade de explosão do concreto em situações de incêndio, observou-se que esse tipo de fibra contribui para aumentar a resistência à abrasão do concreto, ou seja, diminuir a possibilidade de erosão.

Este resultado indica que concretos com esse tipo de fibra podem ser uma boa opção para aplicá-los em pavimentos", acrescenta o pesquisador.

Concreto autoadensável

Um dos processos durante a produção do concreto é denominado vibração, ela é essencial para a retirada de ar aprisionado da massa e também para tornar o concreto mais homogêneo ao preencher as fôrmas e envolver as armaduras.

O engenheiro ressalta, no entanto, que o concreto obtido por meio do estudo "é autoadensável e não necessita ser vibrado para que tome forma, ele acaba por se moldar às formas com o próprio peso."

A ausência da vibração elimina uma etapa da moldagem do concreto o que consequentemente gera redução do tempo de construção e do custo de fabricação.

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Publicado em 06/09/2011
Prevenindo infiltrações

Para resolver os problemas de infiltração de água é primordial que se conheça os motivos de sua origem. As goteiras, manchas de umidade e outros fatores provocados pelas águas das chuvas, geralmente ocorrem por falhas ou ausência de impermeabilização nas lajes e paredes. A solução é consultar a opinião de um especialista.

A melhor maneira de lidar com esse caso é fazendo a impermeabilização da edificação. O órgão mais indicado para orientar sobre os produtos impermeabilizantes existentes no mercado é o Instituto Brasileiro de Impermeabilização (IBI). Para que a solução não se torne mais uma dor de cabeça é aconselhável procurar uma empresa que seja comprovadamente especializada somente em impermeabilização, tenha o registro do CREA (Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia).

O processo de impermeabilização é a metodologia adotada por meio da utilização de sistemas impermeáveis, com o objetivo da proteção das construções contra a passagem indesejável de fluidos. É aplicada em todos os locais das construções onde a estrutura esteja ou futuramente estará em contato com a água. O ideal é que a impermeabilização seja projetada juntamente com o imóvel, como é usual nas construções maiores. Nesse caso, um estudo adequado do terreno e das “áreas molhadas” previne futuros desgastes.

Durante as épocas de fortes precipitações pluviais, uma pequena infiltração de água pode ocasionar um enorme problema. Pequenas goteiras, paredes com infiltrações ou lajes encharcadas são alguns dos indícios de que o imóvel está precisando de reparos. A água infiltrada nas paredes e lajes do prédio carrega elementos químicos do concreto, corroendo e oxidando os ferros e enfraquecendo sua estrutura.

É comum um certo descaso por parte dos síndicos, com este problema. O investimento, nesse setor, sempre está em último lugar na lista de importância. Como não aparece, a maioria das pessoas não se lembra que existe e que é importante, a não ser no momento em que a falta do serviço começa a interferir em suas vidas, ocasionando problemas na estrutura.

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Publicado em 06/09/2011
Como conservar o concreto aparente
Robustez com elegância do concreto aparente chama a atenção de engenheiros e arquitetos. Mas precisamos protegê-lo

O concreto aparente tem sido utilizado pelos engenheiros e arquitetos para realçar a beleza de grandes construções. Ele tem como característica deixar à vista sua coloração e textura naturais e, no Brasil, não faltam exemplos marcantes que tiram bastante proveito da beleza plástica deste material.
Em São Paulo, encontram-se os edifícios da IBM, o Masp e o Hotel Unique, que utilizam três cores de concreto aparente. Em Curitiba, o Teatro Guaíra e a estátua do Homem Nu são obras que se tornaram ícones e exploraram a beleza do concreto aparente.

O sucesso ou não da execução de estruturas de concreto aparente depende de alguns cuidados, começando pelo projeto. Tanto o projeto arquitetônico como o estrutural devem considerar as condições de exposição.
Outros aspectos que devem ser levados em consideração são: a utilização do mesmo tipo de cimento e agregados, os cuidados na execução das fôrmas, a aplicação uniforme de desmoldantes, os cuidados de lançamento,adensamento do concreto e o cumprimento do tempo de cura adequado, vão definir a qualidade final da obra.

O próprio concreto deve ser especificado para ficar aparente, ou seja, deve ter bom teor de argamassa e trabalhabilidade que permita uma concretagem sem bolhas e vazios. O uso de fungicidas e bactericidas para evitar o ataque de fungos, também deve ser considerado.

O concreto aparente, principalmente nos grandes centros, sofre a ação de diversos agentes agressivos. Fuligem, CO2, sulfatos e cloretos são alguns exemplos. Mas, as próprias condições climáticas com sol e chuva, ao longo do tempo, deterioram as estruturas e o aspecto fica bem prejudicado. Por este motivo é necessário tomar precauções para manter o concreto aparente conservado.

Para proteger superficialmente o concreto aparente comumente são utilizados os vernizes e hidrofugantes. Os vernizes formam filme contínuo e são mais eficientes na proteção de agentes agressivos. Os vernizes foscos têm a vantagem sobre os brilhantes, pois não alteram o aspecto original do concreto e não evidenciam as imperfeições do material bruto. Já os hidrofugantes são capazes de penetrar alguns milímetros nos poros do concreto, impedindo a penetração de água e de substâncias agressivas nela dissolvidas.

Outras formas de conservar o concreto, sendo ele aparente ou não, são as inspeções periódicas, além da limpeza adequada e reaplicação de eventuais sistemas de proteção superficial existentes.

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Publicado em 06/09/2011
Retrofit - Da teoria a pratica
Mercado de requalificação tecnológica de edifícios estimula inovações em prol da sustentabilidade
Por Simone Sayegh

Já é um consenso entre especialistas que o retrofit ou reconversão de um edifício (ou área urbana) é, antes de tudo, uma requalificação tecnológica. Em geral, o que se faz é reconfigurar e otimizar espaços, melhorar sua eficiência energética e, em conseqüência, aumentar seu valor agregado. Segundo a arquiteta doutora Roberta Consentino Kronka Müilfarth, do Labaut (Laboratório de Conforto Ambiental e Eficiência Energética da Universidade de São Paulo), essa requalificação pressupõe tornar o edifício mais "sustentável", pois ataca-se o problema do consumo exagerado de água e energia, apostando na ventilação natural do edifício, reúso de água, uso de água de chuva e outras alternativas. "É uma prática arquitetônica dentro do desenvolvimento sustentável", acredita Roberta (quadro 1).

Um edifício pode ser readequado para o mesmo uso ou adaptado para usos diferentes. Já o retrofit urbano transforma áreas obsoletas e até com problemas sociais em áreas economicamente e socialmente ativas, onde a degradação e violência dão lugar à renovação urbana e maiores consciência e cuidado com o meio. "Na Europa é muito comum a requalificação urbana onde até bairros inteiros são transformados, em oposição à expansão urbana", explica Roberta. De acordo com a pesquisadora, a expansão urbana é cara pois implica alterar a infra-estrutura básica e de transportes (greenfields), enquanto que o reaproveitamento de áreas degradadas ou subutilizadas (brownfields) tira partido de equipamentos existentes e reconecta o tecido urbano truncado de áreas subutilizadas da cidade.

Os avanços tecnológicos têm permitido que construções antigas consigam se adaptar a novas necessidades mesmo com restrições construtivas. "Pode-se, por exemplo, instalar piso radiante gelado em edifícios com pé-direito pequeno, como alternativa ao sistema de ar-condicionado pelo forro", diz Roberta. A inserção de brises, alteração nos tipos de vidros e esquadrias, mudanças nos revestimentos externos e internos, instalação de novos sistemas elétricos, hidráulicos e de ar-condicionado, adequação à acessibilidade, todas as melhorias que garantam melhores usos e aproveitamento do potencial construtivo são ações de retrofit.

Projetar um edifício já pensando em seu possível reúso é um conceito estranho à grande maioria dos arquitetos brasileiros. A idéia implica definir sistemas construtivos que permitam desmontagem, e não demolição. "Na Europa, o termo reciclagem é o último empregado na cadeia da sustentabilidade", esclarece Roberta. "Antes de reciclar existe o conceito de reutilizar", conclui. A reutilização exige a definição de sistemas construtivos mais industrializados e secos como lajes moduladas, divisórias desmontáveis, sistemas elétricos e hidráulicos de fácil acesso e reparo, entre outros. Em muitos países europeus, principalmente na Holanda, as lojas de materiais de construção não comercializam produtos novos, mas usados, tirados de outras edificações.

Além de requalificar a estrutura e os sistemas dentro de um mesmo espaço, é possível revalorizar a construção inserindo novos espaços, caso dos edifícios chamados simbióticos, ou seja, construídos a partir do aproveitamento da estrutura de outros mais antigos, de maneira a complementar usos e agregar novos valores. De acordo com a arquiteta doutora e também pesquisadora do Labaut, Denise Helena Silva Duarte, essas construções eram chamadas de parasitas, "Parasite Buildings", mas como o nome remete a algo negativo e restritivo, os especialistas têm preferido chamar esses "anexos" como edifícios simbióticos, conceito que remete a uma interdependência positiva a ambos. "Já foram feitos todos os tipos de estruturas simbióticas, desde uma caixa pendurada do lado de fora de um prédio até a construção de andares inteiros novos sobre a cobertura de um edifício antigo", conta Denise. A construção nas coberturas garante um piso elevado que pode abrigar diferentes funções necessárias à cidade, que não têm espaços disponíveis no solo, além de constituir um espaço valorizado nas cidades adensadas. "Essas construções podem ainda testar novos conceitos, sempre respeitando o edifício existente e o entorno", explica Denise. No entanto, os edifícios simbióticos devem primordialmente possuir estruturas leves e de construção rápida, tendo em vista o sobrepeso estrutural do novo conjunto, além de preverem rotas de fugas facilitadas e atenderem a todas as normas de desempenho. "Adicionar uma nova 'camada' de uso pode trazer vida à construção e fazer a cidade contemporânea respirar, não só para habitação, como para outras funções", conclui.

Seja qual for a estratégia de projeto para reabilitação de edifícios ela deve considerar as exigências dos usuários quanto ao clima e o desempenho do edifício ao longo do ano, deve analisar novas demandas e possíveis conflitos (acústica x ventilação, proteção solar x iluminação natural) e diagnosticar condições atuais (visitas em diferentes horários, desenhos de observação, medições, simulações), de maneira a subsidiar a analise de alternativas e a escolha da melhor solução.

Da teoria a prática
O retrofit pode dotar o edifício de atualidade tecnológica que se traduza em conforto, segurança, custos mais baixos de operação e funcionalidade para o usuário tendo em vistas a viabilidade econômica para o investidor. De acordo com a arquiteta Marília Sayuri Chino, que desenvolveu uma tese de graduação sobre retrofit, a possibilidade de obtenção de valores aceitáveis para o investimento requer um estudo de viabilidade econômica que não se encontra na mera análise por parâmetros convencionais. Uma simples análise de custos poderá negligenciar tanto valores mensuráveis, como a valorização do imóvel e melhoria da eficiência energética, quanto intangíveis, como a preservação da memória, melhoria dos padrões de segurança e conforto. Diferentemente, mensurar o retorno de investimentos em eficiência energética é mais fácil. Já existem hoje, mesmo no Brasil, as chamadas Energy Savings Companies, empresas responsáveis pelo processo de retrofit que visam à eficiência energética. Elas atuam com um contrato de performance em que são responsáveis pelos investimentos iniciais, mas passarão a receber uma porcentagem da economia gerada pelas intervenções por um determinado período de tempo. Após esse período a economia se reverte exclusivamente para o proprietário. Além de realizarem diagnósticos energéticos em um edifício, também negociam junto às concessionárias de energia as tarifas mais adequadas para a edificação, além de acompanharem a instalação do novo sistema.

Projeto premiado mostra viabilidade de retrofit de um edifício comercial

A arquiteta mestranda Viviane Caroline Abe desenvolveu em seu trabalho de dissertação o retrofit hipotético de um prédio de escritórios de 1971, no Centro de São Paulo. O trabalho ganhou menção honrosa no prêmio Paviflex e foi orientado pela professora doutora Denise Helena Silva Duarte, do Labaut. O edifício objeto da intervenção apresentava problemas de conforto, má eficiência energética e risco de incêndio por falta de rota de fuga. Além disso, a análise das fachadas mostrou um alto índice de absorção de calor. A caixilharia está desgastada e apresenta baixo desempenho quanto à vedação, aumentando a demanda de ar-condicionado. As instalações elétricas e eletromecânicas (elevadores), hidrossanitárias e de telefonia encontram-se defasadas em relação às tecnologias atuais. Não há sistema de condicionamento de ar central, sendo que os aparelhos de ar-condicionado individuais são instalados nas janelas. Também não há sistemas de cabeamento e automação predial. A avaliação técnico-funcional estudou os espaços propostos pelo projeto de arquitetura e mostrou que o pé-direito útil nos escritórios, de apenas 2,50 m, dificulta a implantação de um sistema de condicionamento de ar central, com difusores no teto. Além disso, o edifício não é adequado ao uso para deficientes físicos, inclusive os sanitários.

Solução
Um estudo apurado serviu de base para simulações computacionais de conforto térmico, luminoso e acústico, por meio de softwares específicos, além do levantamento do consumo energético de todos os equipamentos comuns. Também foram realizados estudos do clima e insolação em cada fachada. O resultado de todas as análises levou a arquiteta Viviane a propor a inserção de brises, lightshelves e chapas metálicas para impedir a radiação solar direta na superfície opaca da fachada. A estrutura compõe-se de perfis metálicos verticais e horizontais, além dos contraventamentos.

A carga térmica produzida pelos equipamentos também foi reduzida devido à alteração do sistema de iluminação artificial. A troca da caixilharia foi recomendada, junto com a escolha de outros vidros com melhor desempenho acústico, mantendo-se o mesmo modelo de dois panos projetantes. O vidro laminado proposto possui uma camada de vidro de 1/8", uma película de PVB de 0,030" e outra camada de vidro de 1/8". O nível de ruído resultante é de 40 dB(A), dentro dos limites estabelecidos pela Norma Brasileira (NBR 10152). Para otimizar a perda de calor do interior dos ambientes, Viviane recomendou a abertura dos panos superiores das janelas no período noturno.

O layout interno do escritório também sofreu alterações devido à necessidade de uma área para a casa de máquinas, que deveria estar localizada em um ponto central do escritório. Como o pé-direito reduzido impedia a instalação de difusores de ar sob o forro foi escolhido o sistema de insuflamento por meio de um piso elevado monolítico, com altura de 15,5 cm (acabado), que tira partido de uma menor vazão de insuflamento e da redução da dimensão dos equipamentos e casa de máquinas. O sistema também favorece o uso de ciclo economizador, resultando em menor consumo de energia.

Retrofit de fachadas

Além da valorização do imóvel, o retrofit das fachadas diminui gastos com a manutenção, aumenta a durabilidade da envoltória e os cuidados que cada condômino dispensa ao edifício. De acordo com o engenheiro Paulo Maccaferri, da Adapt Tecnologia e Engenharia, empresa responsável por projetos de requalificação de fachadas, a modernização das fachadas representa um ganho de 10% a 15% no valor total do imóvel. "É um ganho tecnológico e financeiro ao mesmo tempo", explica. Um dos projetos desenvolvidos pela Adapt é de um condomínio residencial que apresenta problemas como o desplacamento das pastilhas brancas que revestem as fachadas, caixilhos com vedação deficiente e contramarcos oxidados, de modo que a umidade externa entre facilmente dentro dos apartamentos. Além disso, apresentava problemas graves de oxidação nas armaduras dos pilares e vigas de concreto, ausência de juntas de dilatação e movimentação e argamassa de emboço esfarelada. Junta-se a isso a deterioração da tubulação externa de esgoto e gás. O projeto de melhoria propôs soluções para cada um dos problemas com o desenvolvimento de um projeto executivo de revestimento de fachada que define um posicionamento mais adequado das juntas. O serviço começa pela remoção completa do revestimento cerâmico, da argamassa de base e dos caixilhos, substituídos por novos caixilhos de alumínio com pintura eletrostática branca e pingadeiras. Tubulações de esgoto e gás novas passam a ser embutidas na argamassa.

Metrô Praça da Árvore: busca pela eficiência energética

Uma das grandes Energy Save Companies que trabalham principalmente em São Paulo e no Rio de Janeiro é a Ecoluz. A empresa desenvolveu diversos projetos de economia de energia como o da Sala São Paulo, o do Centro Cultural de São Paulo e o do aeroporto de Cumbica, ambos em São Paulo, e o Jockey Clube do Brasil, no Rio de Janeiro, entre outros. Além de edifícios, equipamentos urbanos como o metrô também sofreram intervenção em seus pontos de iluminação. É o caso do metrô Praça da Árvore, em São Paulo. Depois de uma análise do gasto energético com as luminárias instaladas nas plataformas os especialistas propuseram a troca dos equipamentos por refletores especulares aluminizados brilhantes, com espessura de 0,4 mm, com soquetes em inox e acessórios de fixação, e, mais significativo, propuseram a redução de duas lâmpadas fluorescentes para uma de 110 W tipo HO. Além disso, os reatores duplos fluorescentes de 2 W x 110 W foram substituídos por reatores simples fluorescentes de 1 W x 110 W. Foram instaladas lâmpadas fluorescentes HO/110 W tipo "trifósforo" IRC = 85 , temperatura de cor 4.000 K. De acordo com a empresa, a implementação das ações de eficiência energética nas luminárias da Estação Praça da Árvore reduziu em cerca de 50% o consumo da energia elétrica destinada à iluminação das plataformas. Além disso, as medições luximétricas realizadas em campo verificaram um aumento no nível de iluminamento da estação. As tabelas a seguir mostram condições pré e pós-implementação do novo sistema de iluminação:

Edifício Panorama: retrofit com grife

Na região da Vila Nova Conceição, zona nobre de São Paulo, um edifício comercial foi transformado em residencial pelas mãos do arquiteto Isay Weinfeld. O edifício de oito pavimentos, sendo o último um dúplex, apresenta quatro tipologias de apartamentos. O processo de requalificação iniciou-se pela definição da construção de uma estrutura anexa à estrutura de concreto do antigo edifício, para aumento das lajes e áreas úteis. Essa nova estrutura foi construída de maneira convencional, com fundações, lajes e vigas em concreto, e pilares dispostos na periferia para a obtenção de uma planta livre, conceito fundamental dos apartamentos. De acordo com o diretor de empreendimentos imobiliários da Método, o engenheiro Ricardo Guedes, a interferência entre as duas estruturas se deu nas lajes do estacionamento, que tiveram que ser perfuradas para a execução da fundação e pilares do anexo. Além disso, como as estruturas não foram solidarizadas, a construção teve que ser milimetricamente controlada para a perfeita coincidência dos níveis. As instalações hidráulicas e elétricas existentes foram todas retiradas, e tiveram suas prumadas fechadas, enquanto que novas prumadas foram executadas com a instalação de tubos de água quente e fria, cabeamento estruturado e facilidades controladas por um sistema de automação. A tubulação de esgoto galvanizada tinha um fluxo livre de trabalho inferior à necessária para a nova demanda e também foi inteiramente trocada, com novas furações e diâmetros adequados ao fluxo residencial. "A criatividade do arquiteto está em interligar os projetos de hidráulica, elétrica e estrutura com os novos espaços e usos", explica Guedes. Para o diretor é difícil quantificar aos investidores quanto se gasta e quanto se ganha na requalificação de um edifício, pois as análises de custos não podem ser as mesmas utilizadas para edifício novo e a rapidez do processo muitas vezes impede a busca por cálculos mais adequados. "O retrofit ainda é um nicho de mercado e não uma tendência" acredita Guedes.
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Publicado em 20/06/2011
'Maquiagem' em prédios de SP dá ideia de modernidade e valoriza imóveis
Reforma, chamada agora de retrofit, pode ser na fachada ou em áreas.
Nos Jardins, arquiteto coloca varandas em edifício erguido há 30 anos.

Pintar, trocar pastilhas, mudar o revestimento. Dar uma cara nova para tudo que o tempo deixou com aspecto de velho. O processo chama-se retrofit e consiste em reformar fachadas de prédios para que eles fiquem mais bonitos e valorizados. Seja por questão de segurança seja para aumentar e muito o valor dos apartamentos.

Quando o engenheiro Paulo Maccaferri pegou o projeto de um prédio no Sumaré, Zona Oeste de São Paulo, encontrou uma situação bem ruim. “O edifício tinha infiltração interna devido à corrosão, chegava às janelas dos apartamentos, tinha queda de pastilhas.” De acordo com ele, em vez de madeira, as janelas passaram a ser de alumínio. A fachada ganhou cor e revestimento novos. O projeto está em fase de finalização (veja abaixo como era e como ficou).

“A gente propôs uma modernização, trouxe conceitos novos. E nos prédios antigos, o retrofit aumenta a vida útil deles. Em um edifício de 40 anos, a valorização do imóvel pode ser de 15% a 20% só porque a fachada foi reformada”, afirmou o engenheiro.
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Publicado em 20/06/2011
Recuperação Estrutural
Empresas dão o beabá dos serviços em armações e fachadas
Por Rosali Figueiredo

No sentido estrito do termo, a recuperação estrutural prevê “a recomposição dos elementos de concreto de sustentação dos edifícios”, conforme pontua o engenheiro civil Antonio Carlos Gonçalves Burgos, proprietário da taji engenharia. Mas as empresas do segmento incorporaram um grande leque de serviços de manutenção predial, em que o cumprimento às normas técnicas, a seriedade e a qualidade tornaram-se parâmetros obrigatórios na execução dos trabalhos.

Segundo Paulo Maccaferri, diretor e sócio da adapt engenharia e tecnologia, inexiste um tempo certo para que as patologias se manifestem. “Como não são visíveis a olho nu, passamos muito mais a tratar com prevenção, fazendo as manutenções de fachada no devido tempo”, afirma. E ao se manifestar “qualquer sinal”, mesmo que aparentemente demande somente um pequeno reparo, é importante realizar testes e ensaios com empresas especializadas, para um diagnóstico preciso do problema, observa.

Em patologias como a oxidação das armaduras, “a rapidez com que se encara o problema é a única forma que o condomínio tem para evitar grandes problemas em termos de intervenção e custos”, diz. O empresário lembra que elas acabam acontecendo tanto em prédios antigos quanto novos por falta de manutenção periódica, pela ausência, quando da execução da obra, de um recobrimento mínimo da estrutura e também por falhas no acompanhamento e controle da construção. O recobrimento, por exemplo, é um procedimento que ganhou importância a partir da evolução das normas técnicas.

A Adapt Engenharia costuma trabalhar e propor soluções a partir da realização de um diagnóstico, com a retirada do “emboço em algumas partes para que possamos avaliar a dimensão do problema”, revela. As etapas de desenvolvimento do processo envolvem, segundo o diretor, a elaboração de uma ficha de antecedentes; levantamento dos dados e mapeamento da fachada; seleção das regiões para exame visual mais detalhado e retirada de amostras; escolha das técnicas de ensaio, medições e análises mais acuradas; definição dos locais onde serão aplicadas essas técnicas; e a execução dos testes, incluindo análises físico-químicas. Este ano a Adapt completa uma década de serviços, “sempre acompanhada pelos melhores consultores da área” e voltada à atualização e reciclagem de sua equipe, treinando-a para o uso de novos materiais e equipamentos.

Com 15 anos de mercado, a atala engenharia chama a atenção dos síndicos e administradores para a necessidade de manutenções periódicas como forma de evitar custos maiores no futuro. “Nas fachadas é aconselhável o restauro a cada 5 anos”, recomenda o engenheiro civil e perito Carim Atala Elmor Sobrinho. Já nas estruturas em concreto armado, ele diz que vistorias constantes ajudam a identificar patologias como fissuras, trincas e rachaduras. O engenheiro ressalta que é indispensável apresentar capacidade técnica e competência executiva para a realização dos trabalhos. “A empresa necessita, no mínimo, ter conhecimento de cálculo estrutural”, destaca. Segundo ele, um engenheiro experiente consegue, pelo diagnóstico visual, “ter uma boa noção do grau de comprometimento da estrutura”. Mas o cliente deve contratar um projeto com recolhimento de ART (Anotação de Responsabilidade Técnica/veja Dica na página 20), “para que haja diretriz técnica e facilite a equalização das propostas”.

Os serviços executados pela Atala envolvem escoramento das peças em concreto; retirada do recobrimento do concreto solto ou com má-aderência devido à oxidação das armações; ‘desconfinamento’ das armações oxidadas, seguido de lixamento mecânico; checagem da perda da armação, para análise do comprometimento do coeficiente de segurança; quando necessária, inserção de novas barras, respeitando se as normas técnicas para restituir esse coeficiente; aplicação de produto inibidor de oxidação nas armações; e execução de novo recobrimento das armações. Carim Atala destaca que sua empresa utiliza materiais e equipamentos de primeira linha, sempre muito atenta ao cumprimento das normas técnicas brasileiras.

Na EB Engenharia o escopo dos serviços prestados inicia-se também pelo diagnóstico das patologias, por meio de um laudo pericial. O diretor da empresa, Marcelo Giannetto Moreira, enumera a seguir as principais atividades realizadas pela empresa: lavagem das fachadas; teste de percussão com martelo de borracha para remoção do revestimento comprometido; recomposição deste revestimento; tratamento das ferragens aparentes, com a remoção da ferrugem através do uso de uma escova de aço; aplicação de produtos antiferrugem; de fundo preparador; e pintura.

Entre as causas das patalogias, Marcelo Gianetto aponta que a utilização de argamassas de baixa qualidade durante a construção costuma tornar-se um agravante aos efeitos gerados pela ação do tempo. “O reboco que vai em cima dos estribos e ferragens deve ter uma espessura de 20 a 40 mm”, lembra. Com 21 anos de mercado, a EB Engenharia destaca como seu grande diferencial uma carteira de clientes que abrange museus, prefeituras, hospitais, obras do Metrô paulistano e a Fundação para o Desenvolvimento da Educação (FDE). “Temos todas as certidões negativas, seguro e sede própria”, acrescenta Marcelo Giannetto, informando que em 2010 ampliou seu departamento de engenharia, “nas áreas de pintura, restauração de fachadas e impermeabilização, conseqüentemente aumentando a equipe de orçamentos e supervisores de obra”.

Também Ronny Samuel Menasce, diretor comercial e técnico da Menacon, aponta que a necessidade de obras de recuperação estrutural está muito vinculada à forma como se deu a concretagem de vigas, pilares, lajes, paredes, entre outros, durante a construção da edificação. “É necessário um cobrimento mínimo, previsto nas normas técnicas e de acordo com as condições do meio ambiente”, diz. A empresa oferece aos clientes uma vistoria prévia de um engenheiro ou técnico em recuperação, “para avaliar, fotografar e diagnosticar o problema existente sem custo algum”. “Dependendo do caso, a Menacon fornecerá um projeto elaborado por um calculista para o reforço da peça afetada.”

Segundo o diretor, sua equipe trabalha com materiais de primeira linha, descritos em orçamento. “Nossa mão-de-obra é especializada e treinada para a recuperação de estruturas, inclusive em altura”, observa. As atividades da Menacon começaram em 1993, mas a experiência de seus gestores vem desde 1986, quando atuavam em outra construtora. Ronny Menasce destaca ainda que dá garantia de 5 anos aos clientes, que têm retornado com um “índice de satisfação e indicações muito alto”. “Antes de contratar uma empresa, o cliente deve sempre consultar a sua idoneidade e observar se é registrada no CREA, atende às qualificações técnicas exigidas e oferece seguro de responsabilidade civil e a terceiros, além de solicitar atestados de obras”, orienta.

O engenheiro civil Cláudio Travassos de Aquino, diretor e sócio da NVA Engenharia, diz que “as estruturas de concreto armado são como pessoas, nascem, crescem, maturam e envelhecem”. “Ou seja, o escopo do serviço é diferenciado, baseia-se em que fase da vida a estrutura apresenta a ‘doença’. Neste caso, demanda uma análise crítica da anomalia, para então, receitar a ‘cura’ ou ‘tratamento’.” Assim, as intervenções podem variar “desde o simples tratamento de uma trinca ou corrosão de armadura, até um reforço estrutural localizado ou global”.

De acordo com as normas técnicas atuais, que estipulam parâmetros para a longevidade e durabilidade, as estruturas mantêm-se por 50 anos caso sejam “bem projetadas e construídas”, estima Cláudio Travassos. “Mas naquelas que já nasceram com falhas de projeto ou construtivas, as ‘doenças’ poderão se manifestar antes do prazo estabelecido. Já executamos reparos em edifícios com menos de 6 meses de tempo de Habite-se, ou, ainda, durante a própria construção do prédio.” No caso das fachadas, comenta o engenheiro, a durabilidade deve levar em conta “o tipo de acabamento utilizado”. “Para revestimentos cerâmicos, é necessário realizar lavagens periódicas a cada 2 anos pelo menos, e isto inclui também revestimentos com acabamento de pintura.”

Cláudio Travassos explica que as lavagens combatem a contaminação gerada pelas chuvas ácidas e fuligem, que “se impregna sobre as superfícies dos revestimentos e da película da pintura”, provocando a sua deterioração e do rejunte e diminuindo a vida útil do material. As lavagens periódicas podem aumentá-la em pelo menos 40%, acrescenta. Por fim, Cláudio lembra que ocorre uma proliferação de fungos sobre a superfície umedecida pela chuva ou atingida pela fuligem (identificados pela propagação de uma coloração escura, verde ou marrom), os quais “se alimentam das resinas acrílicas presentes na película de pintura e nos materiais de rejuntamento cerâmico, diminuindo ainda mais a durabilidade destes materiais”. A lavagem é feita, segundo ele, pelo uso de água potável e detergente neutro.

Com 22 anos de existência, a NVA Engenharia também atua sob a realização de diagnósticos prévios. Segundo Cláudio Travassos, o “grande diferencial” da empresa está na execução de “uma obra de qualidade, no prazo adequado e com preço justo”, O diretor recomenda aos síndicos ou administradores evitar contratar os serviços com base nos orçamentos mais baixos, pois “o menor preço não significa o melhor serviço”.

Uma das empresas mais antigas do segmento, com 28 anos de trabalho, a Planeta Manutenção desenvolveu toda uma metodologia exclusiva na recuperação estrutural, afirma o diretor técnico Juraci Francisco de Almeida. Esta envolve desde demarcações das anomalias com giz de cera formando-se figuras geométricas aos reparos superficiais, semiprofundos e profundos, cada um com um tipo de procedimento diferenciado. Juraci de Almeida comenta que todo serviço realizado pela empresa pressupõe antes uma visita técnica no local e expedição de laudo técnico, com participação de um engenheiro e um calculista especializado na área. O projeto de execução surge deste laudo e prevê “o uso de materiais de primeira linha”, o atendimento às normas técnicas estabelecidas pela ABNT e a atuação de “engenheiros altamente qualificados, para que possamos ter qualidade e segurança na hora de dar garantia ao cliente”. O diretor pondera, entretanto, que os condomínios devem apostar na manutenção preventiva como “forma de baratear todo esse processo, contratando empresas especializadas”.

Finalmente, a Taji Engenharia também traz toda uma expertise nos serviços de recuperação estrutural. Segundo explica o engenheiro civil Antonio Carlos Gonçalves Burgos, proprietário e diretor da empresa, a intervenção demanda, antes, a análise do nível de importância que cada estrutura atingida tem sobre a edificação, “para posteriormente verificarmos o grau de comprometimento das mesmas”. Antonio Carlos refere-se aos pilares ou colunas, vigas e lajes. “Em nível de importância, é prioritária a realização de serviços nos pilares, depois nas vigas e por fim nas lajes. Isso quer dizer que se uma laje apresenta problemas de ‘desplacamento’ da carapaça de concreto, em princípio não traz maiores preocupações, entretanto se isto ocorre nas colunas de sustentação do edifício, aí sim precisará de maior atenção.”

Todo o trabalho da empresa baseia-se em vistorias, as quais indicarão o perfil da intervenção. Diante de pequenos problemas, como o comprometimento das estruturas nas garagens da edificação, elabora-se “uma proposta técnica com as informações pertinentes aos serviços a serem efetuados”. Mas se houver “grandes comprometimentos”, a empresa recomenda a contratação de laboratórios especializados para a realização de ensaios tecnológicos, observa o diretor. Com 19 anos de mercado, a Taji Engenharia atende ainda às demais obras relacionadas à manutenção predial, incluindo a restauração de fachadas, impermeabilização de lajes, recuperação estrutural de elementos construtivos e pintura. Seu grande diferencial, destaca o engenheiro Antonio Carlos, é atuar junto aos edifícios habitados, conforme as normas técnicas e também de segurança, em específico a NR-18, voltada a serviços em altura, “a qual ajudamos a formular em 2004”.

Matéria publicada na Edição 145 de abril de 2010 da Revista Direcional Condomínios.
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Publicado em 20/06/2011
Corrosão de Armaduras em Elementos Estruturais
A foto abaixo mostra claramente os efeitos da acentuada corrosão em armaduras (ferragens), inclusive com fácil desagregação do concreto. As fissuras que aparecem no pilar nada mais são do que o resultado da expansão interna do volume (diâmetro) dos ferros utilizados no Pilar. Ao oxidar-se com o decorrer do tempo o ferro (Aço de construção) expande seu volume, provocando assim as fissuras externas no Pilar.



Como o Pilar trabalha a compressão para suportar o peso da estrutura situada acima dele, um fissuramento provocaria uma diminuição da seção transversal do mesmo e, consequentemente no local haverá um ponto vulnerável, propiciando, se não houver um tratamento, o esmagamento do Pilar e comprometimento da estrutura. Tudo este processo é lento, mas ininterrupto.

Muitos por desconhecimento, acham que o simples preenchimento das fissuras com argamassa de cimento e areia e algum aditivo, soluciona o problema. Tal procedimento não resolve o problema e a oxidação continua por que não foi tratada.

A solução implica em linhas gerais:

- remoção do concreto afetado

- reconstituição da seção original da armadura

- em casos de início de corrosão sem comprometimento do concreto e das barras de aço, recuperar o componente estrutural mantendo as dimensões originais através de argamasa apropriada e com traço específico

- em casos avançados de corrosão, reformar o componente estrutural aumentando as suas dimensões originais através de reforço

- eventualmente, demolir e reconstruir o elemento afetado.

Vale salientar, que a oxidação de armadura pode acontecer em qualquer elemento estrutural a saber: Pilares, vigas e lajes.

Os serviços acima mencionados, por serem de grande responsabilidade, devem ser executados por firma de Engenharia responsável ou Engenheiro Civil.
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Publicado em 20/05/2011
Av. Divino Salvador, 670 - Planalto Paulista
São Paulo - SP - 04078-012
Tel/fax: 11 5096-0550 adapt@adaptengenharia.com.br

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